segunda-feira, 26 de novembro de 2012

No pity - just a little

Vítima da sua própria vitimização - assim estava, nessa condição.
As facas grandes assustavam, bem como as campainhas, os passos nas escadas, o toque do telefone, as mensagens anónimas, a chegada da mãe, o choro de uma criança, a sentença de uma família, o sentimento ali preso, preso, preso, preso!!! PRESO!...
Testemunhava o nascer do sol, o meio-dia, o lusco fusco, a noite, sem se mexer. Várias investidas eram feitas, in order to get some life..whatever life is..mas a autocomiseração era imponente, cabra, latente.
Lia às vezes, sem se mexer, às vezes também comia, aí já mexia os lábios, maxilares, dentitos, pobrezitos...refletia sobre epitáfios já vistos e programava o seu..sempre a bater com a mão direita na sua perna, em compasso binário.
Refletia também sobre chavões daqueles que fazem semi cerrar olhos, como o Boi Bocas quando a minhoca engoliu o peixe. "Quando se quer muito uma coisa, consegue-se!" - haverá algo mais irritante do que isto? E esta?: "O natal deveria ser todos os dias" AAHHHHHHH!!!SOCORRRO!!!!
you should see her now  - cama, compasso binário, silêncio, medo, terror, facas, facas, facas, medo das facas..e da campainha da porta!!!
No pity , said she - but she wanted, poor child...


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