Estou embriagada do teu não existir - um elixir tóxico, sepultado na garganta, no peito, nas coxas e na vagina do meu corpo. A vodka ainda sobe ao nariz, o sexo sobe às têmporas deste crânio que já quase nada absorve..apenas memórias.
Estou embriagada. Foleira. Dizzy. Enjoada.
Os ditos homens rodopiam em volta de uma chama enganadora, que parece que brilha, que atrai, que seduz, que provoca..mas nada de isso faz...somente dança. Danço. Copo com corpo, cigarro com sede, corpo com som, som com gesto de quem vai para a cama...dançar.
Os ditos homens parecem pedras de altar, mortas, somente adoradas porque as catalogaram, lhes deram um estatuto..mas tento falar com elas e elas são só pedras. E que espero eu de pedras? Nada. Só o seu ocupar de espaço, às vezes pesadas de transportar se necessário.
Estou embriagada com minha existência, que se deita numa cama de livros, rascunhos, migalhas de bolachas, e um vómito de serpente, de rei posto, de asco.
Já é dia..estou perdida entre o sono e a magia. Combatem...veremos quem ganha.

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